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	<title>Diego Giovane Nogueira Duarte &#187; Guerreiro da Luz</title>
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		<title>Pelas ruas de Sofia</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 11:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guerreiro da Luz]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de passar cinco dias especiais em Sofia, capital da Bulgária, entro pela primeira vez em um avião da Bulgária Air, que me levará ao próximo destino desta viagem sem (muitos) planos que faço em homenagem aos 20 anos de minha peregrinação pelo Caminho de Santiago. Como é proibido ligar o computador antes e durante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de passar cinco dias especiais em Sofia, capital da Bulgária, entro pela primeira vez em um avião da Bulgária Air, que me levará ao próximo destino desta viagem sem (muitos) planos que faço em homenagem aos 20 anos de minha peregrinação pelo Caminho de Santiago.<br />
Como é proibido ligar o computador antes e durante a decolagem, passo meus olhos distraídos pela revista de bordo. Como em todas as revistas de companhias aéreas, sei que ali deve estar descrevendo as maravilhas do país, e não tenho muito interesse no assunto, porque minha visita foi ótima, ninguém precisa ficar me dizendo como o lugar é maravilhoso. Há anos, durante o duríssimo regime comunista, quando ninguém podia visitar o lugar, um escritor brasileiro escreveu um livro questionando a própria existência da Bulgária: segundo ele, jamais havia conhecido uma só pessoa que tivesse vindo até aqui. Desta maneira, quem sabe tudo não passava de uma grande conspiração para nos fazer acreditar em uma realidade inexistente? Evidente que o livro é extremamente bem-humorado, sem nenhuma crítica aos b&amp;uacut! e;lgaros, mas explorando o fato de que o imaginário coletivo às vezes pode ser manipulado.<br />
Estou pensando neste escritor, quando leio na revista de bordo, nas páginas onde normalmente se encontram conselhos a respeito de hotéis, restaurantes, procedimentos de embarque, algo que me deixa fascinado e surpreso:</p>
<p><strong>A]</strong> caminhar pelo centro de Sofia significa enfrentar-se com carros estacionados no meio-fio, gente buzinando ao seu ouvido, cachorros soltos, buracos que surgem sem qualquer aviso.<br />
<strong>B]</strong> se quiser entrar em um ônibus, lembre-se que a porta é pequena, e há uma grande chance machucar-se no batente. Jogue uma moeda de 1 lev (moeda local) no colo do motorista, grite onde deseja parar, e saiba que nem sempre os ônibus vão respeitar os pontos. Não perca seu bom-humor por causa disso.<br />
<strong>C]</strong> para dirigir, leve em consideração todos os itens seguintes: uma carteira de habilitação, passaporte, nervos de aço inoxidável, olhos que não podem piscar em nenhum momento, sinais de trânsito que se parecem com hieróglifos (a Bulgária usa alfabeto cirílico), motoristas desvairados.<br />
<strong>E]</strong> Ao parar em um sinal, esteja pronto para ver o seu carro cercado por uma multidão de crianças dispostas a limpar o seu pára-brisas: seja firme, não aceite!<br />
<strong>F]</strong> os guardas de trânsito são extremamente venais (está escrito: prodigiously venal!) e estão de olho em você. Comporte-se como um santo, não se estresse, a não ser que deseje pagar uma “multa na hora”, o que nada mais é que um tipo de corrupção.<br />
<strong>G]</strong> A Bulgária tem um grande índice de criminalidade, mas, por favor, relaxe! Você estará tão seguro ou inseguro como Nova York, Londres, Paris, ou qualquer outra cidade.<br />
H] A iluminação é péssima durante a noite.<br />
<strong>I]</strong> Os comerciantes nunca tem troco. Peça ao seu hotel notas de pequeno valor, ou estará arriscando a ficar vinte minutos a espera do vendedor que foi até o vizinho ou ao banco mais próximo conseguir dinheiro trocado.<br />
<strong>J]</strong> Voltemos ao ônibus: existem alguns que tem uma máquina assustadora na entrada, e você precisa descobrir na hora como conseguir tirar o seu ticket dali. Lembre-se que em qualquer lugar do mundo o transporte público é pago. Evidente que há grandes chances de ver, durante o percurso, inspetores entrarem e pedirem os bilhetes aos passageiros, a grande maioria deles não terá, haverá uma discussão, serão obrigados a pagar uma multa. Já que você superou todos os problemas e comprou o seu, assista estas brigas sem medo.</p>
<p>Sejamos honestos: quase toda grande cidade do mundo tem a maioria destes problemas (esse do ticket, por exemplo, eu vivi em Amsterdam). Mas pela primeira vez uma companhia aérea fala abertamente sobre eles. Parabéns pela coragem, que me faz amar ainda mais o país e seu povo.</p>
<p>Retirado de: <a title="Guerreiro da Luz" href="http://www.warriorofthelight.com/port/edi216_pelas.shtml" target="_blank"><strong><span style="color: #467aa7;">Guerreiro  da Luz</span></strong></a></p>
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		<title>O guerreiro da luz e seu mundo</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 11:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guerreiro da Luz]]></category>

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		<description><![CDATA[O guerreiro da luz sempre procura melhorar. Cada golpe de sua espada traz consigo séculos de sabedoria e meditação. Cada golpe precisa ter a força, a habilidade de todos os guerreiros do passado, que ainda hoje continuam abençoando a luta. Cada movimento no combate honra os movimentos que as gerações anteriores procuraram transmitir através da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O guerreiro da luz sempre procura melhorar.<br />
Cada golpe de sua espada traz consigo séculos de sabedoria e meditação. Cada golpe precisa ter a força, a habilidade de todos os guerreiros do passado, que ainda hoje continuam abençoando a luta. Cada movimento no combate honra os movimentos que as gerações anteriores procuraram transmitir através da Tradição.<br />
O guerreiro desenvolve a beleza de seus golpes. Embora se comporte como uma criança.<br />
As pessoas ficam chocadas, porque esqueceram que uma criança precisa divertir-se, brincar, ser um pouco irreverente, fazer perguntas inconvenientes e imaturas, dizer tolices.<br />
E perguntam, horrorizadas: &#8220;É isso o caminho espiritual? Ele não tem maturidade!”<br />
O guerreiro se orgulha com este comentário. E mantêm-se em contacto com Deus, através de sua inocência e alegria. Age assim, porque no começo de sua luta, afirmou para si mesmo:<br />
“Eu tenho sonhos”.<br />
Depois de alguns anos, percebe que é possível chegar onde quer. Ele sabe que vai ser recompensado.<br />
Neste momento, a grande alegria que animava seu coração, desaparece. Porque enquanto caminhava, conheceu a infelicidade alheia, a solidão, as frustrações que acompanham grande parte da humanidade. O guerreiro da luz então acha que não merece o que está para receber.<br />
Quando aprende a manejar sua espada, descobre que seu equipamento precisa ser completo &#8211; e isto inclui uma armadura.<br />
Ele sai em busca da sua armadura, e escuta a proposta de vários vendedores.<br />
&#8220;Use a couraça da solidão&#8221;, diz um.<br />
&#8220;Use o escudo do cinismo&#8221;, responde outro.<br />
&#8220;A melhor armadura é não se envolver em nada&#8221;, afirma um terceiro.<br />
O guerreiro, porém, não dá ouvidos. Com serenidade, vai até seu lugar sagrado e veste o manto indestrutível da fé.<br />
A fé apara todos os golpes. A fé transforma o veneno em água cristalina.<br />
O seu anjo sussurra: “entrega tudo&#8221;. O guerreiro ajoelha-se, e oferece a Deus as suas conquistas.<br />
A Entrega obriga o guerreiro a parar de fazer perguntas tolas, e o ajuda a vencer a culpa.<br />
E se, ainda assim, achar que sua recompensa é imerecida, um guerreiro da luz sempre tem uma segunda chance na vida.<br />
Como todos os outros homens e mulheres, ele não nasceu sabendo manejar sua espada. Errou muitas vezes antes de descobrir sua Lenda Pessoal.<br />
Nenhum homem ou mulher pode sentar-se em torno da fogueira, e dizer aos outros: &#8220;sempre agi certo.&#8221; Quem afirma isto está mentindo, e ainda não aprendeu a conhecer a si mesmo. O verdadeiro guerreiro da luz já cometeu injustiças no passado.<br />
Mas, no decorrer da jornada, percebe que as pessoas com quem agiu errado sempre tornam a cruzar com ele.<br />
Por isso, o guerreiro da luz tem a impressão de viver duas vidas ao mesmo tempo.Em uma delas, é obrigado a fazer tudo que não quer, lutar por idéias nas quais não acredita. Mas existe uma outra vida, e ele a descobre em seus sonhos, leituras, encontros com gente que pensa como ele.<br />
O guerreiro vai permitindo que suas duas vidas se aproximem.<br />
&#8220;Há uma ponte que liga o que eu faço com o que eu gostaria de fazer&#8221;, pensa. Aos poucos, os seus sonhos vão tomando conta da sua rotina, até que ele percebe que está pronto para o que sempre quis.<br />
Então, basta um pouco de ousadia &#8211; e as duas vidas se transformam numa só.<br />
É sua chance de corrigir o mal que causou. Ele a utiliza sempre, sem hesitar.</p>
<p>Retirado de: <a title="Guerreiro da Luz" href="http://www.warriorofthelight.com/port/edi215_guerreiro.shtml" target="_blank"><strong><span style="color: #467aa7;">Guerreiro  da Luz</span></strong></a></p>
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		<title>Uma história de Natal</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 11:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Conta uma antiga e conhecida lenda, cuja origem não pude verificar, que uma semana antes do Natal o Arcanjo Miguel pediu que seus anjos visitassem a Terra; desejava saber se estava tudo pronto para a celebração do nascimento de Jesus Cristo. Enviou-os em duplas, sempre um anjo mais velho com um mais jovem, de modo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conta uma antiga e conhecida lenda, cuja origem não pude verificar, que uma semana antes do Natal o Arcanjo Miguel pediu que seus anjos visitassem a Terra; desejava saber se estava tudo pronto para a celebração do nascimento de Jesus Cristo. Enviou-os em duplas, sempre um anjo mais velho com um mais jovem, de modo que pudesse ter uma opinião mais completa do que ocorria na Cristandade.<br />
Uma destas duplas foi designada para o Brasil, e terminou chegando tarde da noite. Como não tinham onde dormir pediram abrigo numa das grandes mansões que podem ser vistas em certos lugares do Rio de Janeiro.<br />
O dono da casa, um nobre à beira da falência (o que, aliás, acontece com muita gente que habita aquela cidade), era católico fervoroso, e logo reconheceu os enviados celestiais, por suas auréolas douradas na cabeça. Mas estava muito ocupado, preparando uma grande festa para celebrar o Natal, e não queria desarrumar a decoração quase terminada: pediu que fossem dormir no porão.<br />
Embora os cartões de Boas Festas sejam sempre ilustrados com neve caindo, a data no Brasil cai em pleno verão; no lugar para onde os anjos foram enviados fazia um calor terrível, e o ar – cheio de umidade – era quase irrespirável. Deitaram-se em um piso duro, mas antes de começar suas orações, o anjo mais velho notou uma rachadura na parede. Levantou-se, consertou-a usando os seus poderes divinos, e voltou para prece noturna. Passaram a noite como se estivessem no inferno, tão quente que estava.<br />
Dormiram muito mal, mas precisavam cumprir a missão que lhes fora confiada por Deus. No dia seguinte, percorreram a grande cidade &#8211; com seus 12 milhões de habitantes, suas praias e montanhas, seus contrastes, suas paisagens belas e seus recantos horríveis. Preencheram relatórios, e quando a noite tornou a cair, começaram a viajar para o interior do país. Mas, confundidos pela diferença de hora, de novo se encontraram sem lugar para dormir.<br />
Bateram à porta de uma casa humilde, onde um casal veio atendê-los. Por não terem acesso às gravuras medievais que retrataram os mensageiros de Deus, não reconheceram os dois peregrinos – mas se estavam precisando de abrigo, a casa era deles. Prepararam um jantar, apresentaram o pequeno bebê recém-nascido, e ofereceram o próprio quarto, pedindo desculpas porque eram pobres, o calor era grande, mas não tinham dinheiro para comprar um aparelho de ar condicionado.<br />
Quando acordaram no dia seguinte, encontraram o casal banhado em lágrimas. O único bem que possuíam, uma vaca que dava leite, queijo, e sustento para a família, havia aparecido morta no campo. Despediram-se dos peregrinos, envergonhados porque não podiam preparar um café da manhã.<br />
Enquanto andavam pela estrada de barro, o anjo mais jovem demonstrou sua revolta:<br />
- Não posso entender tal maneira de agir! O primeiro homem tinha tudo o que precisava, e ainda assim você o ajudou. Quanto a este pobre casal, que nos recebeu tão bem, você não fez nada para aliviar o sofrimento deles!<br />
- As coisas não são o que parecem – disse o anjo mais velho. &#8211; Quando estávamos naquele porão horrível, notei que havia muito ouro armazenado na parede daquela mansão, deixado ali por um antigo proprietário. A rachadura estava expondo parte do tesouro, e resolvi escondê-lo de novo, porque o dono da casa não sabia ajudar quem precisava.<br />
“Ontem, enquanto dormíamos na cama que o casal nos oferecera, notei que um terceiro convidado havia chegado: o anjo da morte. Fora enviado para levar a criança, mas como eu o conheço há muitos anos convenci que tirasse a vida da vaca, em seu lugar”.<br />
“Lembre-se do dia que está prestes a ser comemorado: como as pessoas dão muito valor à aparência, ninguém quis receber Maria. Mas os pastores a acolheram, e por causa disso, tiveram a graça de serem os primeiros a contemplar o sorriso do Salvador do Mundo.”</p>
<p>Retirado de: <a title="Guerreiro da Luz" href="http://www.warriorofthelight.com/port/edi214_historia.shtml" target="_blank"><strong><span style="color: #467aa7;">Guerreiro  da Luz</span></strong></a></p>
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		<title>Jung e as quatro máscaras</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 11:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Carl Gustav Jung, um dos fundadores da psicanálise moderna, costumava dizer que nós todos bebemos em uma mesma fonte. Para definir isso, desenvolveu uma teoria cuja origem pode ser encontrada no trabalho dos antigos alquimistas, que chamavam esta fonte de “alma do mundo” (Anima Mundi). Segundo esta teoria, sempre tentamos ser indivíduos independentes, mas uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Carl Gustav Jung, um dos fundadores da psicanálise moderna, costumava dizer que nós todos bebemos em uma mesma fonte. Para definir isso, desenvolveu uma teoria cuja origem pode ser encontrada no trabalho dos antigos alquimistas, que chamavam esta fonte de “alma do mundo” (Anima Mundi).<br />
Segundo esta teoria, sempre tentamos ser indivíduos independentes, mas uma parte de nossa memória é a mesma. Independente de credo ou cultura, todos buscam o ideal da beleza, da dança, da divindade, da música.<br />
A sociedade, entretanto, se encarrega de definir como estes ideais vão se manifestar no plano real. Por exemplo, hoje em dia o ideal de beleza é ser magra, enquanto há milhares de anos as imagens das deusas eram gordas. O mesmo acontece com felicidade: existe uma série de regras que, se você não seguir, seu consciente não aceitará a idéia de que é feliz. Essas regras não são absolutas, e mudam de geração para geração.<br />
Jung costumava classificar o progresso individual em quatro etapas: a primeira era a Persona – máscara que usamos todos os dias, fingindo quem somos. Acreditamos que o mundo depende de nós, que somos ótimos pais e nossos filhos não nos compreendem, que os patrões são injustos, que o sonho do ser humano é não trabalhar nunca e passar a vida inteira viajando. Algumas pessoas procuram entender o que está errado, e terminam encontrando a Sombra.<br />
A Sombra é o nosso lado negro, que dita como devemos agir e nos comportar. Quando tentamos nos livrar da Persona, acendemos uma luz dentro de nós, e vemos as teias de aranha, a covardia, a mesquinhez. A Sombra está ali para impedir nosso progresso – e geralmente consegue, voltamos correndo para ser quem éramos antes de duvidar. Entretanto, alguns sobrevivem a este embate com suas teias de aranha, dizendo: “sim, tenho uma série de defeitos, mas sou digno, e quero ir adiante.”<br />
Neste momento, a Sombra desaparece, e entramos em contato com a Alma.<br />
Por Alma, Jung não está definindo nada religioso; fala de uma volta à Alma do Mundo, fonte do conhecimento. Os instintos começam a se tornar mais aguçados, as emoções são radicais, os sinais da vida são mais importantes que a lógica, a percepção da realidade já não é tão rígida. Começamos a lidar com coisas com as quais não estamos acostumados, passamos a reagir de maneira inesperada para nós mesmos.<br />
E descobrimos que, se conseguimos canalizar todo este jorro de energia contínua, vamos organizá-lo em um centro muito sólido, que Jung chama de o Velho Sábio para os homens, ou a Grande Mãe para as mulheres.<br />
Permitir esta manifestação é algo perigoso. Geralmente, quem chega ali tem a tendência a considerar-se santo, domador de espíritos, profeta.<br />
Não apenas as pessoas, mas as sociedades também usam estas quatro máscaras. A civilização ocidental tem uma Persona, idéias que nos guiam e que parecem verdades absolutas.<br />
Mas as coisas mudam. Em sua tentativa de adaptar-se às mudanças, vemos as grandes manifestações de massa, onde a energia coletiva pode ser manipulada tanto para o bem como para o mal (Sombra). De repente, por alguma razão, a Persona ou a Sombra já não satisfazem – é chegado o momento de um salto, novos valores começam a surgir (mergulho na Alma).<br />
E no final deste processo, para que estes novos valores se instalem, a raça inteira começa a entrar de novo em contato com a linguagem dos sinais (o Velho Sábio).<br />
É exatamente isso que estamos vivendo agora. Pode durar cem ou duzentos anos, mas as coisas estão mudando – para melhor.</p>
<p>Retirado de: <a title="Guerreiro da Luz" href="http://www.warriorofthelight.com/port/edi212a_jung.shtml" target="_blank"><strong><span style="color: #467aa7;">Guerreiro  da Luz</span></strong></a></p>
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		<title>A conversa com o demônio</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 11:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O homem olha o entardecer na linda praia, ao lado de sua mulher, durante suas merecidas férias. Tudo parece absolutamente no seu lugar, e de repente, do fundo do seu coração, surge uma voz simpática, companheira, mas com uma pergunta difícil: “Você está contente?” “Sim, estou”, responde. “Então olhe com cuidado à sua volta”. “Quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O homem olha o entardecer na linda praia, ao lado de sua mulher, durante suas merecidas férias. Tudo parece absolutamente no seu lugar, e de repente, do fundo do seu coração, surge uma voz simpática, companheira, mas com uma pergunta difícil:<br />
“Você está contente?”<br />
“Sim, estou”, responde.<br />
“Então olhe com cuidado à sua volta”.<br />
“Quem é você?”<br />
“Sou o demônio. E você não pode estar contente, porque sabe que, cedo ou tarde, a tragédia pode aparecer e desequilibrar seu mundo. Olhe com cuidado à sua volta, e entenda que a virtude é apenas uma das faces do terror”.<br />
E o demônio começa a mostrar tudo o que está acontecendo na praia. O excelente pai de família que neste momento empacotava as coisas e ajudava os filhos a colocarem um agasalho, que gostaria de ter um caso com a secretária, mas estava aterrorizado com a reação da mulher.<br />
A mulher, que gostaria de trabalhar e ter sua independência, mas estava aterrorizada com o a reação do marido.<br />
As crianças que se comportavam bem, com terror dos castigos.<br />
A moça que lia um livro, sozinha numa barraca, fingindo displicência, enquanto sua alma aterrorizava-se com a possibilidade de jamais encontrar o amor de sua vida.<br />
O rapaz com a raquete exercitando seu corpo, aterrorizado pelo fato de precisar corresponder às expectativas de seus pais.<br />
O velho que não fumava e não bebia dizendo que tinha mais disposição agindo assim, quando na verdade o terror da morte sussurrava como o vento em seus ouvidos.<br />
O casal que passou correndo, os pés espalhando a água da arrebentação, o sorriso nos lábios, e o terror oculto dizendo que iam ficar velhos, desinteressantes, inválidos.<br />
O homem que parou sua lancha na frente de todos e acenou com a mão, sorrindo, queimado de sol, sentindo terror porque podia perder seu dinheiro de uma hora para a outra.<br />
O dono do hotel que veio cumprimentar seus hóspedes no momento em que o sol se escondeu, tentando deixar todos contentes e animados, exigindo o máximo de seus contadores, com terror na alma porque sabia que — por mais honesto que fosse — os homens do governo sempre descobriam as falhas que desejassem na contabilidade.<br />
Terror em cada uma daquelas pessoas na linda praia, no entardecer de tirar o fôlego. Terror de ficar sozinho, terror do escuro que povoava a imaginação de demônios, terror de fazer qualquer coisa fora do manual do bom comportamento, terror do julgamento de Deus, terror dos comentários dos homens, terror da justiça que punia qualquer falta, terror da injustiça que deixava os culpados soltos e ameaçadores, terror de arriscar e perder, terror de ganhar e ter que conviver com a inveja, terror de amar e ser rejeitado, terror de pedir aumento, de aceitar um convite, de ir para lugares desconhecidos, de não conseguir falar uma língua estrangeira, de não ter capacidade de impressionar os outros, de ficar velho, de morrer, de ser notado por causa de seus defeitos, de não ser notado por causa de suas qualidades, de não ser notado nem por seus defeitos, nem por sua! s qualidades.<br />
“Espero que isso o deixe mais tranqüilo”, terminou o demônio. “Afinal, você não está sozinho com seus medos”.<br />
“Por favor, não vá embora sem antes ouvir o que tenho a dizer” respondeu o homem. ”Temos uma capacidade incrível para detectar dores, remorsos, feridas – ou terror, como você prefere. Mas certa vez meu pai me contou a história de uma macieira que, de tão carregada de maçãs, não conseguia deixar que seus galhos cantassem com o vento. Alguém que passava perguntou porque ela não procurava chamar a atenção, como todas as outras árvores. ‘Meus frutos são minha melhor propaganda’, respondeu a macieira”.<br />
“Claro que não sou diferente de ninguém, e meu coração abriga muitos medos. Mas apesar de tudo, os frutos de minha vida falam por mim, e se algum dia acontecer uma tragédia, eu sei que não passei minha vida sem arriscar”.<br />
E o demônio, decepcionado, partiu para tentar assustar outras pessoas mais fracas.</p>
<p>Retirado de: <a title="Guerreiro da Luz" href="http://www.warriorofthelight.com/port/edi212_conversa.shtml" target="_blank"><strong><span style="color: #467aa7;">Guerreiro  da Luz</span></strong></a></p>
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		<title>Casamento e Xenofobia</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 11:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guerreiro da Luz]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algum tempo fiz uma enquete com os leitores de meu blog sobre alguns temas. Abaixo suas opiniões sobre casamento e xenofobia (medo compulsivo do estrangeiro): Casamento Stella: eu estou condenada a te amar, e isso é a minha salvação. Terei que viver para sempre nas sombras de teus olhos, aceitar o fato de que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo fiz uma enquete com os leitores de meu blog sobre alguns temas. Abaixo suas opiniões sobre casamento e xenofobia (medo compulsivo do estrangeiro):</p>
<p><strong>Casamento</strong></p>
<p><strong>Stella:</strong> eu estou condenada a te amar, e isso é a minha salvação. Terei que viver para sempre nas sombras de teus olhos, aceitar o fato de que tudo o que tua mão toca desperta em mim o que há de melhor. Tudo aquilo que conheço é teu amor, e nada mais me interessa.</p>
<p><strong>Prajakta:</strong> duas pessoas se juntam, o amor provoca mais amor. Dois seres imperfeitos se unem, e a perfeição se torna possível.</p>
<p><strong>Dasha:</strong> a cerimônia do casamento é apenas um símbolo, e poderíamos viver muito bem sem as pressões que ela acarreta. O amor é livre, selvagem, e quanto mais nos sentimos neste estado de total liberdade, mais temos consciência da alegria que significa viver com uma outra pessoa porque escolhemos, e não porque a sociedade nos obrigou a isso.</p>
<p><strong>Leila:</strong> na minha religião (Islã) o casamento responde pela metade dos atos de adorar a Deus. Não consigo compreender religiões que pregam o celibato e o ascetismo, afastando o ser humano de sua condição natural.</p>
<p><strong>Nadia:</strong> eu preciso de amor. Eu preciso que alguém diga que está apaixonado por mim, e isso é tudo. Não tenho necessidade de um vestido branco e uma benção da igreja, mas parece que sou a única a pensar assim entre as minhas amigas. Todas elas temem a solidão; se eu não encontrar alguém que me entenda profundamente, que mal há em ficar sozinha? Mas a pressão é tão grande, que acho que vou ter que aceitá-la cedo ou tarde, ou o meu amor-próprio estará seriamente comprometido.</p>
<p><strong>Liz: </strong>vou me casar daqui há duas semanas, e tenho conversado compulsivamente sobre o assunto. Qual a conclusão que cheguei? Com ou sem a cerimônia formal, um casal será sempre aquilo que pode ser. A única coisa que muda é que teremos que esconder nossas brigas.</p>
<p><strong>Neel P.:</strong> acredito que um casal que coloque Deus no centro de suas vidas, saberá também colocar o casamento no lugar que lhe cabe. Estar com outra pessoa é não é endeusá-la, mas ver isso como uma parte das bênçãos divinas que todos os dias afetam nossas vidas – como amor, sexo, música, solidão, e até mesmo sofrimento. O casamento não é de maneira nenhuma um destino, mas parte do nosso caminho, e tenho certeza que Deus usa essa união por uma razão muito além de perpetuar a espécie.</p>
<p><strong>Paulo Coelho:</strong> eu adoro escrever estas colunas em bares, e estou fazendo isso no momento. Diante de mim está uma mulher com óculos escuros, folheando uma revista. Há minutos atrás ela perguntou se eu estava com fome, eu disse que não, e ela voltou à sua leitura.</p>
<p>Ela podia estar em casa, ou em um cinema, em outro restaurante com amigos, mas sinto necessidade que esteja ao meu lado. Às vezes traz seus cadernos de esboços (é pintora), outras vezes tem outras coisas para fazer, mas sempre que pode me acompanha aos muitos bares da vida. Estamos juntos há 27 anos. Já vivemos muitas crises, e sobrevivemos a todas elas. Construímos e reconstruímos o nosso casamento a cada dia, e embora pareça a mesma mulher que conheci em 1979, soube transformar-se e adaptar-se com o tempo que nos ensina e nos obriga a andar adiante.</p>
<p>Há alguns momentos, um menino veio até a nossa mesa. Trouxe uma pequena sacola de amostras grátis de perfume, e disse que sua mãe estava nos enviando de presente. Olhei a mulher, ela sorriu. Com certeza entende que embora exista um computador entre mim e a mulher de óculos escuros a minha frente, as nossas almas estão conectadas.</p>
<p><strong>Xeonofobia</strong></p>
<p><strong>Ruth:</strong> a vida significa aventura, mudança, coisas que nem todo mundo tem coragem de encarar e aceitar. Quando se olha o estrangeiro, um medo subconsciente vem à tona: “por que ele ousou dar passos e arriscar-se em lugares onde ninguém o conhece? Será que ele quer infiltrar suas idéias, destruir o mundo que construímos com tanto esforço?”</p>
<p><strong>D.H.:</strong> durante alguns meses, em 2001, tive aqui em casa(Boston) um estudante árabe. Todos admiravam sua gentileza, e muitas noites nos reuníamos em um bar perto de casa para conversarmos sobre os costumes em seu país. Logo depois dos atentados de 11 de Setembro, as mesmas pessoas que no dia anterior riam com suas histórias, passaram a odiá-lo.</p>
<p><strong>Dasha:</strong> a xenofobia não se resume ao medo do estrangeiro, mas também ao que acontece entre diferentes gerações. A maior parte das pessoas teme o dia de hoje, e prefere viver no passado. Meu país (Rússia) é um excelente exemplo a respeito.</p>
<p><strong>Aspen:</strong> cada criança, se criada com o rigor e a liberdade necessária, podia colaborar infinitamente para fazer deste planeta um lugar melhor para viver. Entretanto, uma das primeiras coisas que aprendemos é “não conversar com estranhos”.</p>
<p><strong>Guerreiro da Água Corrente:</strong> aqui na Dinamarca, temos um festival que dura aproximadamente uma semana, e que atrai cerca de 100 mil estrangeiros para celebrar a vida, os interesses em comuns, e aprender com as diferenças. As pessoas se abraçam sem nenhuma razão além de estarem no mesmo caminho, cantam e se embriagam juntas. Quando o festival termina, uma estranha atmosfera volta a descer sobre o local, e o estrangeiro volta a ser uma ameaça.</p>
<p><strong>Neel P.:</strong> precisamos confiar no amor. Precisamos lembrar o que nos foi dito: “amai ao teu próximo como a ti mesmo”. Se confiarmos no amor, não precisamos temer mais nada, mas na verdade jamais confiamos o suficiente&#8230;</p>
<p><strong>Radek:</strong> as pessoas em meu país (Polônia} passaram pela tirania de Hitler, pela opressão soviética, e parece que não aprenderam nada. Me aterroriza ver gente que experimentou os horrores do nazismo, se comportando da mesma maneira hoje, evitando tudo que seja desconhecido ou diferente. O pior de tudo é que usam a religião para justificarem seus atos, argumentando que todo aquele que não é cristão deve ser banido do meio da sociedade. Esta fé cega é pior que a ausência de fé.</p>
<p>Retirado de: <a title="Guerreiro da Luz" href="http://www.warriorofthelight.com/port/edi211_casamento.shtml" target="_blank"><strong><span style="color: #467aa7;">Guerreiro da Luz</span></strong></a></p>
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		<title>Convivendo com os outros</title>
		<link>http://www.diegogiovane.com/2009/10/28/convivendo-com-os-outros/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 11:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guerreiro da Luz]]></category>

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		<description><![CDATA[Continue no deserto - Por que o senhor vive no deserto? - Porque não consigo ser o que desejo. Quando começo a ser eu mesmo, as pessoas me tratam com uma reverência falsa. Quando sou verdadeiro a respeito de minha fé, então elas que começam a duvidar. Todos acreditam que são mais santos que eu, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Continue no deserto</strong><br />
- Por que o senhor vive no deserto?<br />
- Porque não consigo ser o que desejo. Quando começo a ser eu mesmo, as pessoas me tratam com uma reverência falsa. Quando sou verdadeiro a respeito de minha fé, então elas que começam a duvidar. Todos acreditam que são mais santos que eu, mas fingem-se de pecadores com medo de insultar minha solidão. Procuram mostrar o tempo todo que me consideram um santo; e assim se transformam em emissários do demônio, me tentando com o Orgulho.<br />
- Seu problema não é tentar ser quem é, mas aceitar os outros como são. E agir assim, é melhor continuar no deserto &#8211; disse o cavaleiro, afastando-se.</p>
<p><strong>Perdoando os inimigos</strong><br />
O abade perguntou ao aluno preferido como ia seu progresso espiritual. O aluno respondeu que estava conseguindo dedicar a Deus todos os momentos de seu dia.<br />
- Então, falta apenas perdoar os seus inimigos.<br />
O rapaz ficou chocado:<br />
- Mas não tenho raiva de meus inimigos!<br />
- Você acha que Deus tem raiva de você?<br />
- Claro que não!<br />
- E mesmo assim você pede Seu perdão, não é verdade? Faça o mesmo com seus inimigos, mesmo que não sinta ódio por eles. Quem perdoa, está lavando e perfumando o próprio coração.</p>
<p><strong>Porque deixar o homem para o sexto dia</strong><br />
Um grupo de sábios reuniu-se para discutir a obra de Deus; queriam saber por que havia deixado para criar o homem no sexto dia.<br />
- Ele pensava em organizar bem o Universo, de modo que pudéssemos ter todas as maravilhas a nossa disposição &#8211; disse um.<br />
- Ele quis primeiro fazer alguns testes com animais, de modo a não cometer os mesmos erros conosco &#8211; argumentou outro.<br />
Um sábio judeu apareceu para o encontro. O tema da discussão lhe foi comunicado: “em sua opinião, por que Deus deixou para criar o homem no último dia?”<br />
- Muito simples &#8211; comentou o sábio. &#8211; Para que, quando fossemos tocados pelo orgulho, pudéssemos refletir: até mesmo um simples mosquito teve prioridade no trabalho Divino.</p>
<p><strong>O reino deste mundo</strong><br />
Um velho ermitão foi certa vez convidado para ir até a corte do rei mais poderoso daquela época.<br />
- Eu invejo um homem santo, que se contenta com tão pouco – comentou o soberano.<br />
- Eu invejo Vossa Majestade, que se contenta com menos que eu. Eu tenho a música das esferas celestes, tenho os rios e as montanhas do mundo inteiro, tenho a lua e o sol, porque tenho Deus na minha alma. Vossa Majestade, porém, tem apenas este reino.</p>
<p><strong>Qual o melhor caminho</strong><br />
Quando perguntaram ao abade Antonio se o caminho do sacrifício levava ao céu, este respondeu:<br />
-Existem dois caminhos de sacrifício. O primeiro é o do homem que mortifica a carne, faz penitência, porque acha que estamos condenados. Este homem sente-se culpado, e julga-se indigno de viver feliz. Neste caso, ele não chega a lugar nenhum, porque Deus não habita a culpa.<br />
&#8220;O segundo é o do homem que, embora sabendo que o mundo não é perfeito como todos queríamos que fosse, reza, faz penitência, oferece seu tempo e seu trabalho para melhorar o ambiente ao seu redor. Neste caso, a Presença Divina o ajuda o tempo todo, e ele consegue resultados no Céu&#8221;.</p>
<p><strong>O trabalho na lavoura</strong><br />
O rapaz cruzou o deserto, e chegou finalmente ao mosteiro de Sceta. Ali, pediu para assistir uma das palestras do abade &#8211; e recebeu permissão.<br />
Naquela tarde, o abade discorreu sobre a importância do trabalho na lavoura.<br />
No final da palestra, o rapaz comentou com um dos monges:<br />
- Fiquei muito impressionado. Achei que ia encontrar um sermão iluminado sobre as virtudes e os pecados, e o abade só falava de tomates, irrigação, e coisas assim. Do lugar aonde venho, todos acreditam que Deus é misericórdia: basta rezar.<br />
O monge sorriu, e respondeu:<br />
- Aqui, nós acreditamos que Deus já fez a parte Dele; agora cabe a nós continuar o processo.</p>
<p>Retirado de: <a title="Guerreiro da Luz" href="http://www.warriorofthelight.com/port/edi210_convivendo.shtml" target="_blank"><strong><span style="color: #467aa7;">Guerreiro da Luz</span></strong></a></p>
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		<title>Problemas de comunicação</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 11:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guerreiro da Luz]]></category>

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		<description><![CDATA[Diante da catedral Eu estava me sentindo muito só quando saí de uma missa na Catedral de Saint Patrick, em plena New York. De repente, fui abordado por um brasileiro: - Preciso muito falar com você &#8211; ele disse. Fiquei tão entusiasmado com o encontro, que comecei a contar tudo que achava importante para mim. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Diante da catedral</strong><br />
Eu estava me sentindo muito só quando saí de uma missa na Catedral de Saint Patrick, em plena New York.<br />
De repente, fui abordado por um brasileiro:<br />
- Preciso muito falar com você &#8211; ele disse.<br />
Fiquei tão entusiasmado com o encontro, que comecei a contar tudo que achava importante para mim. Falei de magia, falei de bênçãos de Deus, falei de amor. Ele escutou tudo em silêncio, me agradeceu, e foi embora.<br />
Ao invés de alegria, eu me senti mais só do que antes. Mais tarde fui me dar conta; no meu entusiasmo, não tinha dado atenção ao pedido daquele brasileiro.<br />
Falar comigo.<br />
Atirei minhas palavras ao vento, porque não era isto que o Universo estava querendo naquela hora: eu teria sido muito mais útil se escutasse o que ele tinha a dizer.</p>
<p><strong>Quem amamos?</strong><br />
Desde crianças, nos perguntam: você ama papai? Você ama titia? Você ama seu professor?<br />
Ninguém pergunta: você se ama?<br />
E terminamos gastando grande parte de nossa vida e de nossa energia tentando agradar os outros. Mas e a gente? O jesuíta Anthony Mello conta uma genial história a respeito.<br />
Mãe e filho estão numa lanchonete. Depois de escutar o pedido da mãe, a garçonete vira-se para o menino:<br />
- O que você quer?<br />
- Um cachorro-quente.<br />
- Nada disso &#8211; diz a mãe.- Ele quer bife com verduras.<br />
A garçonete, ignorando o comentário, pergunta ao garoto:<br />
- Você prefere com mostarda ou com ketchup?<br />
- Os dois – responde o garoto.<br />
E logo em seguida vira-se para a mãe, surpreso:<br />
- Mamãe! ELA ACHA QUE EU SOU DE VERDADE!</p>
<p><strong>Ninguém acredita</strong><br />
Conta a lenda que, logo após sua Iluminação, Buda resolveu passear pelos campos. No caminho, encontrou um lavrador, que ficou impressionado com a luz que emanava do mestre.<br />
- Meu amigo, quem é você? &#8211; perguntou o lavrador. – Pois tenho a sensação que estou diante de um anjo, ou de um Deus.<br />
- Não sou nada disto &#8211; respondeu Buda.<br />
- Quem sabe você é um poderoso feiticeiro?<br />
- Tampouco.<br />
- Então, o que o faz ser tão diferente dos outros, a ponto de um simples camponês como eu ser capaz de notar isto?<br />
- Sou apenas alguém que acordou para a vida. Nada mais. Mas falo isto para todo mundo, e ninguém acredita.</p>
<p><strong>O guarda-chuva</strong><br />
Como manda a tradição, ao entrar na casa do mestre zen, o discípulo deixou do lado de fora os sapatos e o guarda-chuva.<br />
- Vi pela janela que você chegava – comentou o mestre. &#8211; Você deixou os sapatos à direita ou à esquerda do guarda-chuva?<br />
- Não tenho a menor idéia. Mas que importância tem isso? Eu estava pensando no segredo do Zen!<br />
- Se você não prestar atenção na vida, jamais aprenderá coisa alguma. Comunique-se com a vida, dê a cada segundo a atenção que merece; este é o único segredo do Zen.</p>
<p>Retirado de: <a title="Guerreiro da Luz" href="http://www.warriorofthelight.com/port/edi209_problemas.shtml" target="_blank"><strong><span style="color: #467aa7;">Guerreiro da Luz</span></strong></a></p>
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		<title>Em busca do sonho</title>
		<link>http://www.diegogiovane.com/2009/09/30/em-busca-do-sonho/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 11:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guerreiro da Luz]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem ousa ter um projeto em sua vida, que ousa largar tudo para viver sua Lenda Pessoal, acabará conseguindo. O importante é manter o fogo no coração, e ter fibra para ultrapassar os momen­tos difíceis. Lembrem-se: o desejo que está em nossa alma não veio do nada; Alguém o colocou ali. E este Alguém, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem ousa ter um projeto em sua vida, que ousa largar tudo para viver sua Lenda Pessoal, acabará conseguindo. O importante é manter o fogo no coração, e ter fibra para ultrapassar os momen­tos difíceis.<br />
Lembrem-se: o desejo que está em nossa alma não veio do nada; Alguém o colocou ali. E este Alguém, que é puro amor e deseja apenas nossa felicidade, só fez isso porque nos deu, junto com o desejo, as ferramentas para realizá-lo.</p>
<p><strong>A subida arriscada</strong><br />
Durante uma tempestade, o peregrino chega numa hospedaria, e o dono lhe pergunta onde está indo.<br />
- Vou até as montanhas &#8211; responde.<br />
- Desista &#8211; diz o dono. &#8211; É uma subida arriscada, e o tempo está ruim.<br />
- Irei, sim &#8211; responde o peregrino. &#8211; Se meu coração chegou lá primeiro, será fácil segui-lo com meu corpo.</p>
<p><strong>Qual o preço?</strong><br />
- O preço de viver um sonho é muito maior do que o preço de viver sem arriscar-se a sonhar? &#8211; perguntou o discípulo.<br />
O mestre levou-o a uma loja de roupas. Ali, pediu que experi­mentasse um terno exatamente do seu tamanho. O discípulo obede­ceu, e ficou maravilhado com a qualidade da roupa.<br />
Em seguida, o mestre pediu que experimentasse o mesmo terno &#8211; mas de um tamanho muito superior ao seu. O discípulo fez isto.<br />
- Esse não serve. Está muito grande.<br />
- Quanto custam estes ternos? &#8211; perguntou o mestre ao vendedor.<br />
- Os dois custam o mesmo preço. Apenas o tamanho é diferente.<br />
Na saída da loja, o mestre comentou com seu discípulo:<br />
- Viver o sonho, ou abandonar o sonho, também custa o mesmo preço, geralmente muito caro. Mas a primeira atitude nos leva a comungar com o milagre da vida, e a segunda não nos serve para nada.</p>
<p><strong>A busca do caminho</strong><br />
- Estou disposto a largar tudo. Por favor, me aceite como discípulo.<br />
- Como um homem escolhe seu caminho?<br />
- Pelo sacrifício. Um caminho que exige sacrifício é um caminho verdadeiro.<br />
O abade esbarrou numa estante. Um vaso raríssimo despencou, e o jovem atirou-se no chão para agarrá-lo. Caiu de mal jeito e quebrou o braço, mas conseguiu salvar o vaso.<br />
- Qual é o maior sacrifício: ver o vaso espatifar-se, ou quebrar o braço para salvá-lo?<br />
- Não sei.<br />
- Então não tente orientar sua escolha pelo sacrifício. O camin­ho é escolhido por nossa capacidade de nos comprometer com cada passo que damos enquanto o percorremos.</p>
<p><strong>O discípulo embriagado</strong><br />
Um mestre zen tinha centenas de discípulos. Todos rezavam na hora certa – exceto um, que vivia bêbado.<br />
O mestre foi envelhecendo. Alguns dos alunos mais virtuosos começaram a discutir quem seria o novo líder do grupo, aquele que receberia os importantes segredos da Tradição.<br />
Na véspera de sua morte, porém, o mestre chamou o discípulo bêbado e lhe transmitiu os segredos ocultos.<br />
Uma verdadeira revolta tomou conta dos outros.<br />
- Que vergonha! – gritavam pelas ruas. &#8211; Nos sacrificamos por um mestre errado, que não sabe ver nossas qualidades.<br />
Escutando a confusão do lado de fora, o mestre agonizante comentou:<br />
- Eu precisava passar estes segredos para um homem que eu conhecesse bem. Todos os meus alunos eram muito virtuosos, e mostravam apenas suas qualidades. Isso é perigoso; a virtude muitas vezes serve para esconder a vaidade, o orgulho, a intolerância.<br />
“Por isso escolhi o único discípulo que eu conhecia realmente bem, já que podia ver seu defeito: a bebedeira”.</p>
<p>Retirado de: <a title="Guerreiro da Luz" href="http://www.warriorofthelight.com/port/edi208_busca.shtml" target="_blank"><strong><span style="color: #467aa7;">Guerreiro da Luz</span></strong></a></p>
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		<title>O direito como metáfora</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 11:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guerreiro da Luz]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou uma pessoa que crê no sistema judiciário. Apesar de todos os percalços, vemos – por exemplo &#8211; a Suprema Corte dos Estados Unidos desqualificando a tortura como método de interrogatório, mesmo que o presidente da República e seu vice tenham, através de artimanhas legais, tentado justificá-la. Entretanto, minha crença não é compartilhada por muita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou uma pessoa que crê no sistema judiciário. Apesar de todos os percalços, vemos – por exemplo &#8211; a Suprema Corte dos Estados Unidos desqualificando a tortura como método de interrogatório, mesmo que o presidente da República e seu vice tenham, através de artimanhas legais, tentado justificá-la.<br />
Entretanto, minha crença não é compartilhada por muita gente. Um amigo advogado disse-me que “o direito não foi feito para resolver problemas, mas para prolongá-los indefinidamente”. Apenas como exercício de imaginação, resolvi usar sua tese analisando o Genesis, primeiro livro da Bíblia.</p>
<p>Se Deus vivesse hoje, nós todos ainda estaríamos no Paraíso, enquanto Ele estaria ainda respondendo a recursos, apelos, rogatórias, precatórias, mandatos de segurança, liminares – e teria que se explicar em inúmeras audiências sua decisão de expulsar Adão e Eva do Paraíso – apenas por transgredir uma lei arbitrária, sem nenhum fundamento jurídico: não comer o fruto do Bem e do Mal.<br />
Se Ele não queria que isso acontecesse, porque colocou a tal árvore no meio do Jardim – e não fora dos muros do Paraíso? Se fosse chamado para defender o casal, um advogado experiente podia argumentar a tese de “omissão administrativa”; além de colocar a árvore em lugar errado, não a cercou com avisos, barreiras, deixando de adotar os mínimos requisitos de segurança, e expondo todos que passavam ao perigo.<br />
Outro advogado o acusaria de “indução ao crime”: chamou a atenção de Adão e Eva para o exato local onde se encontrava. Se não tivesse dito nada, gerações e gerações passariam por esta Terra sem que ninguém se interessasse pelo fruto proibido – já que devia estar numa floresta, cheia de árvores iguais, e, portanto sem nenhum valor específico.<br />
Mas o Gênesis aconteceu antes do sistema judiciário, e, portanto permitiu que Deus tivesse completa liberdade de ação. Escreveu uma única lei, e encontrou uma maneira de convencer alguém a transgredi-la, só para poder inventar o Castigo. Sabia que o Adão e Eva terminariam entediados com tanta coisa perfeita, e – mais cedo ou mais tarde – iriam testar Sua paciência. Ficou ali esperando, porque também Ele – Deus Todo Poderoso – estava entediado com as coisas funcionando perfeitamente: se Eva não tivesse comido a maçã, o que teria acontecido de interessante nestes bilhões de anos?</p>
<p>Nada.</p>
<p>Quando a lei foi violada, Deus – o Juiz Todo Poderoso – ainda simulara uma perseguição, como se não conhecesse todos os esconderijos possíveis. Com os anjos olhando e divertindo-se com a brincadeira (a vida para eles também devia ser muito aborrecida, desde que Lúcifer deixara o Céu), Ele encontra Adão.<br />
“Onde estás?” Perguntara Deus, que já sabia a resposta. Não o alertou para as conseqüências da resposta. Não disse a famosa frase que tanto ouvimos nos filmes: “tudo que disser pode ser usado contra você”.<br />
“Ouvi seu passo no jardim, tive medo e me escondi, porque estou nu”, respondera Adão, sem saber que, a partir desta afirmação, passava a ser réu confesso de um crime.<br />
Pronto. Através de um simples truque, onde aparentava não saber onde Adão estava, nem o motivo de sua fuga, Deus conseguira o que desejava. Expulsou o casal, seus filhos terminaram pagando também pelo crime (como acontece até hoje com os filhos de criminosos), e o sistema judiciário fora inventado: lei, transgressão da lei, julgamento e castigo.</p>
<p>Retirado de: <a title="Guerreiro da Luz" href="http://www.warriorofthelight.com/port/edi207_direito.shtml" target="_blank"><strong><span style="color: #467aa7;">Guerreiro da Luz</span></strong></a></p>
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